
Dica da Semana -
Agora que terminaram as filmagens de "Doce Fugitiva", qual é a sensação com que fica? Rita Pereira - Sem dúvida alguma, deixa-me saudade. Obviamente, foram 11 meses de trabalho, 12 horas diárias de gravações, 90 páginas por dia para ler e isso acarreta algum cansaço. No entanto, este projecto preencheu-me imenso e o facto de ter acabado deixa-me mais saudade do que alívio por estar liberta do trabalho duro que tive. Tenho saudade da equipa técnica, do elenco, de todas as pessoas com quem trabalhei, de tudo o que aprendi, tanto ao nível pessoal como ao nível profissional e sinto também saudade da personagem Estrelinha, que de todas as que interpretei foi a mais importante.
DS -
O que é que as pessoas podem esperar do final da novela "Doce Fugitiva"? Rita Pereira - Vai ser um final completamente diferente do original. Decidiu-se fugir do final escrito na versão argentina, a partir da qual foi adaptada a novela, e acho que ficámos surpreendidos pelo lado positivo.
DS -
Como decorreram as filmagens da última cena no Estádio Alvalade XXI, antes de um jogo do Sporting? Rita Pereira - Foi bastante stressante, porque tivemos reacções inesperadas e pela primeira vez estive nervosa numa cena. As pessoas não eram figurantes e estavam mesmo num estádio para ver um jogo. Uma coisa é estar a trabalhar com profissionais e figurantes que sabem o que se está a passar e outra coisa é estarmos perante um público que não faz a mínima ideia do que vai acontecer. Foi uma experiência única em que se misturava ficção com realidade e a reacção do público foi muito positiva.
DS -
Chegou a ver a novela original argentina, "Kachorra", para se inspirar para esta personagem? Rita Pereira - No dia anterior às gravações do final, vi pela primeira vez umas imagens da versão original. Nunca quis ver as imagens antes, porque queria que fosse um trabalho meu, sem me colar ao original. Foi curioso, 10 meses depois de ter começado as gravações, ver algumas cenas do original e ver outra actriz a fazer o que eu fiz, mas de uma maneira completamente diferente. Acho que conseguimos fazer duas interpretações diferentes, ambas desempenhámos bem, na minha opinião, mas de maneiras diferentes.
DS -
Já tem outros projectos em vista para o futuro? Rita Pereira - Não sou eu que tenho de ter os projectos em vista, a TVI é que tem de ter os projectos em vista para mim. Eu pretendo continuar a trabalhar e estou à espera que a TVI me faça alguma proposta. Por enquanto, estou de férias.
DS -
As suas férias estão a ser passadas onde? Rita Pereira - Não tenho nada marcado, tenho estado a viajar por Portugal inteiro sem destino. Peguei no carro com o meu namorado e temos viajado pelo país.
DS -
Como é que recorda a sua infância e juventude em Carcavelos, quando sonhava ser bailarina e jogou basquetebol como federada?Rita Pereira - Tive uma infância muito feliz. Sempre fui uma rapariga muito ocupada, com muitos hobbies, pratiquei muitos desportos, desde natação, voleibol e basquetebol. O que mais gosto é de dançar, actividade que desenvolvo desde os três anos de idade, e de praticar basquetebol, modalidade em que fui federada durante cinco anos. Quando tiver mais tempo, espero voltar a viver em Carcavelos, porque é o lugar onde nasci e é onde gostava de viver o resto da vida.
DS -
Como iniciou a sua carreira de actriz no teatro? Rita Pereira - Fiz teatro amador durante cinco anos, em Carcavelos. Trabalhei em dois grupos de teatro e o nosso encenador era simultaneamente o nosso professor.
DS -
Já estava decidida a seguir a carreira de actriz? Rita Pereira - Não, aliás, acho que não sou actriz. Considero-me uma aspirante a actriz. Talvez daqui a uns 40 anos me considere uma actriz. De qualquer forma, nunca pensei chegar onde cheguei. Gosto muito de representar e aprecio o trabalho que faço, mas não esperava fazer disto profissão, por isso tirei uma licenciatura em Comunicação, em vez de ingressar num curso no Conservatório.
DS -
A participação nos "Morangos com Açúcar" foi decisiva para se tornar conhecida?Rita Pereira - Sim, foi decisiva. Porém, devo dizer que não foi para me tornar conhecida que quis entrar neste mundo, sei que isso acontece com outras pessoas, mas não era o meu objectivo. Os "Morangos com Açúcar" permitiram-me dar o salto para poder vir a ser actriz.
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